A glutamina é o aminoácido mais abundante no sangue, correspondendo a um terço do nitrogênio circulante sob a forma de aminoácidos. A glutamina é um aminoácido não essencial, cujo papel no metabolismo protêico e no transporte de nitrogênio entre diversos órgãos tem sido muito pesquisado, principalmente quanto à possibilidade de se tornar essencial em casos de demanda aumentada.

Durante períodos de extrema necessidade a demanda pela liberação de glutamina da musculatura esquelética em direção à corrente sanguínea pode ser maior do que o organismo é capaz de sintetizar. Nesses casos, sendo um bom exemplo a atividade física intensa e extenuante, a glutamina passa a ser essencial. A suplementação com glutamina previne a ocorrência de infecções, aumenta a síntese de glicogênio muscular, aumenta a recuperação e diminui a dor muscular.

Atletas que treinam para provas de resistência, como maratonistas, têm sua imunidade temporariamente reduzida, o que pode levar à ocorrência de resfriados, gripes e infecções urinárias. A glutamina pode impulsionar o sistema imunológico de atletas e reduzir a incidência de infecções pós-competição, consideradas uma conseqüência direta do declínio da glutamina plasmática e da deficiência de glutamina induzida pelo treinamento excessivo.

A glutamina auxilia na absorção de água pelas células do intestino, prevenindo a desidratação, além de proteger a integridade da mucosa intestinal, já que atua como matéria-prima para os altos níveis de renovação celular requeridos na parede intestinal. Exerce importante função na promoção de digestão e absorção de nutrientes, além de prevenir a inflamação e infecção intestinal. Em doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e doença de Chron a glutamina pode ser suplementada em doses altas (15g diárias) durante período onde exista comprometimento da barreira mucosa.

Dose sugerida: 500mg de glutamina uma a três vezes ao dia, ou até 10g ao dia. Para atletas, quando a intenção é a recuperação muscular e impulsionar o sistema imunológico, a suplementação recomendada é de 5g a 10g diárias, tomadas 5g logo após a atividade física e outras 5g até duas horas após o exercício, prevenindo assim a queda nos níveis de glutamina plasmática pós-exercício.

O consumo de glutamina é considerado seguro até 14g diárias, divididas em duas ou mais tomadas.

Quando a intenção da suplementação é a promoção da absorção de nutrientes, a suplementação de glutamina (1g a 3g) pode ser associada à vitamina C (200mg a 500mg) e vitamina E (200mg a 400mg), betacaroteno (2000ui a 5000ui), selênio quelado (100mcg a 200mcg) e N-acetilcisteína (200mg a 500mg).
Para suplementação pré e pós-operatória, quando o objetivo é impulsionar o sistema imunológico e prevenir infecções, a dose deve ser tão elevada quanto para atletas, até 10g diárias.

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