A suplementação de leucina aponta ser uma promissora terapia antiatrófica agindo sobre sistemas de síntese e degradação proteica muscular, tanto pela inibição da proteólise como por meio do aumento na síntese proteica muscular. Ainda é desconhecido o mecanismo pelo qual a suplementação de leucina é capaz de estimular a proteína cinase mTOR. Entretanto, especula-se a possível existência de receptores de membrana sensíveis à estimulação induzida por aminoácidos essenciais, entre eles a leucina. Uma vez induzida pela leucina, a ativação da mTOR culmina com o aumento agudo da síntese proteica. O incremento da síntese proteica pode ocorrer através de mecanismos distintos, todos dirigidos no sentido de aumentar a tradução de RNAm codificando proteínas.

Diversos estudos têm apontado que a suplementação de leucina é capaz de inibir tanto a proteólise dependente de ATP como a proteólise lipossomal. Desta forma, a suplementação de leucina parece atuar tanto na ativação de mecanismos sintéticos quanto na inibição de mecanismos proteolíticos. Quando o organismo quebra a leucina, é produzido um sub-produto chamado ácido beta metil butírico (HMB). Por isso, a suplementação tanto de BCAA (leucina, isoleucina e valina), de leucina propriamente dita, como a de HMB, podem dar suporte à recuperação de atividade física extenuante e aumentar a performance esportiva, especialmente para atletas em elevadas altitudes ou temperaturas extremas.

Estudos demonstram que o aumento da disponibilidade de leucina durante o exercício promove o anabolismo da proteína do músculo esquelético e reposição de proteína endógena. O aumento do teor de leucina nos suplementos proteicos pode ser promissor para as populações suscetíveis à perda de massa muscular.

Dose sugerida: 1g a 5g de leucina ao dia.

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