A carnitina participa no transporte dos ácidos graxos de cadeia longa através da membrana interna mitocondrial. Sua presença é requerida no metabolismo energético, especialmente para a utilização dos lipídeos como fonte de energia do músculo esquelético e cardíaco. A carnitina promove a eliminação dos ácidos graxos em pacientes com alterações metabólicas dos ácidos graxos ou em metabolopatias que promovam o acúmulo dos ésteres de acetil-CoA, já que favorece a eliminação dos ésteres de acetil-CoA por formação de acetil-carnitina, que é rapidamente excretada.

A carnitina não é um nutriente essencial e, normalmente, a produção endógena é capaz de satisfazer as necessidades fisiológicas do organismo. Entretanto, a suplementação pode ser benéfica em algumas situações como na redução dos sintomas de angina ou dor no peito, claudicação, má circulação na musculatura das pernas, além de apresentar melhora nos sintomas de fadiga e fraqueza muscular.

Em relação à perda de peso e queima de gordura, no entanto, não existe nenhuma comprovação de que a suplementação com carnitina possa acelerar ou contribuir nesse processo, apesar dos inúmeros estudos realizados, e não poderia ser recomendada para essa finalidade.

A acetil-l-carnitina é o suplemento de escolha para os benefícios neurológicos (úteis no tratamento de Alzheimer), já que é capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica.

Dose sugerida: 250mg a 3g de carnitina ao dia, divididas em duas ou três tomadas (a administração deve ser iniciada com 1g ao dia). Para aumento da performance esportiva recomenda-se 2g a 3g uma hora antes da atividade física. A suplementação de carnitina é segura, mas pode ter efeitos colaterais como náuseas, vômitos e diarréia. Doses acima de 3g diárias podem levar o corpo a exalar um odor desagradável.

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